Dicas de Escalada: Porque ficar forte se você pode ficar melhor?

12 09 2013

Hoje eu li um dos melhores artigos que já havia lido sobre treinamento em escalada. Ele pega bem no calcanhar de aquiles de quase todo mundo que eu conheço. São amigos que fazem 6° grau se fudendo horrores mas toda semana tão lá treinando no Campus do CUME. Um texto bem esclarecedor sobre a diferença entre “ser forte” e “ser bom escalador”. Amazing, parei tudo que eu estava fazendo e tive que traduzir aqui imediatamente pois realmente é tudo o que todo mundo ta precisando ver e ouvir. E fica a dica para os que estão começando! Saiu na Rock & Ice, conceituada revista americana, e foi escrito pelo Andrew Bisharat, que tem o site Evening Sends, o qual tem artigos muito bons.

Beto na "Quebra da Barreira da Ilusão" - Projeto (cuscuzeiro)

Beto na “Quebra da Barreira da Ilusão” – Projeto (cuscuzeiro)

Ser bom na escalada tem a ver com aprender a técnica apropriada e reforça-la para que se torne natural. A longo prazo, técnica lhe fará evoluir muito mais do que costas e antebraços fortes e uma pegada de Chimpanzé. Mesmo assim a maioria dos escaladores estão superfocados em tentar ficar mais fortes todo o tempo às custas de não aprender boa técnica.

Emily Harrington, que já escalou vários ônzimos graus tanto quando estava em boa forma quanto quando nem tanto, reconhece a relevância superlativa da técnica apropriada. Emily escala há 13 anos, tendo superado as tais 10.000 horas mínimas necessárias para que uma pessoa supostamente seja boa numa coisa. Como resultado, ela acredita que não importa em qual forma ela esteja, ela sempre vai conseguir escalar no mínimo um oitavo grau ao longo de sua vida.

Se você sabe como mexer seu corpo, você deveria conseguir escalar oitavo grau, Emily diz, não importa quão forte você seja.

Isso pode parecer surpreendente para escaladores por aí que tem no oitavo grau como o objetivus maximus em sua escalada ao longo de sua via, mas a questão não é que um oitavo grau é facil, em vez disso, que a boa técnica afinada através de muitas horas de prática dura muito mais que seu estado momentâneo (força e forma). O Problema é que é mais fácil ficar mais forte do que ficar melhor. Qualquer um pode ir pra academia e fazer um milhão de repetições ou escalar mil problemas de boulder e sentir que está o mais forte que já esteve algum dia. Treinar com o intuito de desenvolver sua técnica é muito mais cerebral, requer um certo grau de consciência sobre o que você está fazendo. Isso porque boa técnica é uma questão de sintonizar movimentos, coordenar os membros superiores e inferiores e manter a atenção no quanto de esforço você está fazendo a ponto daquilo se tornar natural. Os melhores escaladores não estão pensando no que eles tem que fazer, eles simplesmente fazem a coisa certa. Essa é a arte da escalada.

Isabela na "Cactus now" - 7c (Cuscuzeiro)

Isabela na “Cactus now” – 7c (Cuscuzeiro)

O aperfeiçoamento na técnica de alguém é muito menos tangível: mais difícil de medir ou demonstrar. Por isso também pode ser difícil chegar no lugar onde vc treina e saber como se tornar um escalador melhor. Por isso aqui vão algumas dicas que você com certeza irá achar muito úteis:

Primeiro, seja bom: Muitos escaladores iniciantes e intermediários chegaram pra mim querendo saber como ficarem mais fortes mas eu nunca ouvi nenhum deles perguntar como se tornar um bom escalador. As duas coisas estão indubitavelmente relacionadas. Mas em vez de pular para o boulder ou via mais foda que você acha que consegue fazer, preocupe-se em fazer cadenas perfeitas de vias e boulders mais fáceis. Tente ser bom antes de tentar ser forte. Quão perfeitamente você consegue escalar alguma coisa?

Pés ruins: Problemas na academia tipicamente ficam mais difíceis conforme as agarras de mão ficam piores e mais longe entre si, enquanto que aqueles pézinhos são sempre bons. Mas se você puder marcar alguns boulders onde você treina, eu recomendo que coloque mãos decentes (viu shimoto?) e as piores, mais lisas e “difíceis-de-usar” agarras de pé que você encontrar. É pra elas serem ruins, mas não a ponto de você largar mão e fazer tudo a montê. Você quer que o foco esteja em usar seus pés adequadamente – que é o primeiro e mais duradouro passo no caminho para ser bom. Como um bônus, nada faz você ficar mais forte do que escalar em agarras de pé ruins.

Domine a “escalada de ladinho”: Uma das manobras mais úteis na escalada é a escalada de ladinho: tradução livre para Back-step. Nesta técnica você pisa com a parte de fora do seu pé direito na agarra e gira seus membros inferiores para que a direita do seu quadril fique junto à parede (e vice-versa). A maioria das pessoas escala de frente pra rocha, ou como diríamos, “de sapinho”, (ou frango assado) com suas mãos e pés como se estivessem subindo uma escada. Se você reparar, os melhores escaladores dificilmente estarão de frente pra parede: um lado ou outro da cintura está sempre girado mais próximo da parede, com a parte externa do pé virada pra parede. Além disso, tente fazer essas pisadas laterais mais rápido. Em vez de colocar o pé esquerdo na agarra, subir e trocar pelo pé direito na posição “back-step”, não perca tempo trocando pés; muitas vezes é melhor já cruzar a perna direita sobre o pé esquerdo e fazer diretamente o “Backstep”.

Genja fazendo o Backstep na "Chorrera Musical" 7a - Serra do Cipó, vale da Perseguida, G3

Genja fazendo o Backstep na “Chorrera Musical” 7a – Serra do Cipó, vale da Perseguida, G3

Fique em pé: Certeza que você já ouviu a dica: “mantenha os braços esticados!” É claro que se seus braços estivessem esticados todo o tempo você não conseguiria dobrá-los para se puxar pra cima. Quando estiver se sustentando nas agarras, na verdade é bom mantê-los esticados. Mas a segunda parte da dica que todo mundo esquece é como começar seu movimento para cima. Tipicamente iniciantes irão começar o movimento com seus braços pagando uma barra e travando no lugar com os pés bem baixos. Em vez disso, tente sempre começar seu movimento para cima com suas pernas! Mantenha os braços esticados e “alavanque-se” para cima fazendo força com seus pés. Eventualmente você terá que dobrar os braços, mas tente fazê-lo só depois que tiver começado o movimento pra cima com as pernas – mesmo que seja só um pouquinho. Ensine seu corpo a fazer isso escalando quartos e quintos graus na academia por exemplo. Pendure-se com os braços esticados e tente levar seu corpo pra cima o máximo que conseguir somente subindo os pés e usando os músculos das pernas para subir e ficar em pé em todas as agarras.

Use sapatilhas melhores: Iniciantes normalmente escolhem sapatilhas folgadas e confortáveis. Mas não importa qual grau você escale, eu recomendo que você tenha um para de sapatilhas boas, das mais profissionais, que sejam justas (Não necessariamente apertadas!). Sapatilhas melhores lhe dão muito mais precisão e trabalham melhor lhe permitindo usar todas as partes do seu pé. Esse é o único e exclusivo equipamento que pode realmente fazer a diferença em sua escalada! Tenha a melhor sapatilha que melhor lhe sirva que você conseguir encontrar.

Desenvolva seu próprio estilo: Algo que normalmente se perde quando os “experts” tentam ensinar os novatos a escalar é que não existe essa tal coisa de “um único e perfeito jeito” de escalar uma via ou problema de boulder. Não existem regras de rapidez ou dificuldade. Para alguns escaladores, a melhor solução para um problema de boulder ou crux de uma via será escalar rápido e dinamicamente – é possível que isso seja muito eficiente para ele/a. Outros podem achar que funciona melhor escalar mais devagar, mais estático e com mais controle. É aqui que a escalada se torna uma arte de auto-expressão. Lembre-se disso. David Graham, por exemplo, em suas clínicas de escalada, gasta um tempão ajudando as pessoas a desenvolver e descobrir seu próprio estilo colocando um grupo de pessoas para descobrir dois ou três betas que funcionem num dado problema de boulder. Tente escalar um problema de duas ou três maneiras. Veja qual é melhor pra você. Não tenha medo de experimentar. Talvez seja melhor mesmo dar um bote! Afinal, o melhor estilo é o que te leva pra cima com mais eficiência.

Evite lesões nos dedos: Você já percebeu que os escaladores tipicamente estouram um tendão dentro de seus primeiros 3 anos de escalada? Iniciantes tem a tendência de correr contra as graduações com rápidos ganhos de força, não técnica, o que cria uma falsa impressão de habilidade que os encoraja a escalar vias cada vez mais duras e regleteiras antes de que seus tendões estejam prontos para elas. Mesmo que já possa ter uma musculatura para tanto, construir e ampliar a resistência dos tendões para aguentar o stress de se pendurar em pequenas agarras demora bastante – as vezes três anos ou mais. Evite lesões nos dedos usando apenas a tal da pega primata – ou pega aberta – na resina sempre que possível. Ah, e também PARE de regletar antes que seus dedos fiquem inflamados. Eu sei: é mais fácil falar do que fazer.

Guilherme na "Manga com Leite" 6sup - Cuscuzeiro

Guilherme na “Manga com Leite” 6sup – Cuscuzeiro

Tenha uma Base: Dani Andrada, um dos melhores escaladores do mundo é conhecido por ter encadenado cinquenta 9c’s antes de sequer considerar entrar em um décimo grau. Mesmo que esses graus sejam meio “elitistas”, a regra ainda se aplica: Tome o tempo que for necessário para dominar os graus mais fáceis antes de seguir em frente. você mandou 50 7c’s antes de mandar um 8a?

Faça da escalada uma prática: Nós tentamos escalar nosso melhor toda vez que chegamos na academia de escalada ou no pico de escalada. Em vez disso, comece a pensar nas suas sessões de escalada como uma prática. Se você escala duas ou 3 vezes por semana, não se preocupe, a força virá. Mas agora, concentre-se em adquirir boa técnica.

Felipe num quinto grau com nome de menina (tipo Aline no país das Maravilhas) em Arcos (S2) - MG

Felipe num quinto grau com nome de menina (tipo Aline no país das Maravilhas) em Arcos (S2) – MG

Link para a publicação original:

http://www.rockandice.com/lates-news/free-climbing-tips-why-get-stronger-when-you-can-get-better

Tradução livre e versão Brasileira: Rodrigo Genja Chinaglia. Genja escala ha 9 anos, publica semanalmente em seu blog Enquantoissonaomuitolongedali e administra a loja virtual de equipamentos de escalada Quero Escalar. Curte corridas ao por do sol pelo cerrado e  piadas sem graça. Adora equipamentos de escalada e tem Transtorno Obsessivo Compulsivo quando vê alguém com a cadeirinha vestida ao contrário ou dando seg errado.





Motive-se!!

6 06 2013
CDA é o CT do SCPT

CDA é o CT do SCPT

Venho, através destas maltraçadas linhas, dizer… que os treinos na cda estão alucinantes e que quem não está indo está perdendo tempo! Não deixe para ir treinar nas férias porque nas férias não vai ter ninguém e você vai ficar chupando o dedo com magnésio. Nas férias nós vamos viajar e por em prática os ensinamentos tântricos Jedi que aprendemos durante o ano letivo na Cda. Final de semana? Fomos pra rocha. Venha pras monitorias de segunda, quinta e sexta das 18 as 21hrs. Tem iluminação e traga um casaquinho para os dias de friaca, que é quando o Grip (= coeficiente de atrito) para escalar fica excelente e a borracha da sapatilha cola que nem superbonder nas agarras.

Esse finde tem Camp. Caipira em Campinas!!

Bora treiná Cambada!!

Tem muita via bacana nas 4 faces da caixa d’água e que ninguém tem motivo – menos o Genja que tava lesionado – pra não ir treinar!! Não adianta chegar na CDA (Caixa D’Água), fazer a “J” e ir embora… Se vc quer escalar pelo lúdico fique no reservatório! Entre numa via que você tem certeza que vai cair! De Top ou Guiando, fica a seu critério (Tem que ver até onde você quer se desafiar, não é mesmo?). Vamos elencar algumas vias na cda para você se animar:

Na face NORMAL:

  • Normal da normal (usando tudo): 5°
  • Jota (“J”): 5sup
  • Coxinha: 5/5sup
  • Morros (N de não vale, V de vale): 5sup
  • Verde (triangulinho): 6°/6sup
  • Vermelha (modes): 6°/6sup
  • Esquerda: 6sup
  • Direita: 7a
  • X amarelo: 7a/b

Na Resumo:

  • Normal da Resumo (usando tudo): 6°/6sup
  • A (meio na Abaolada, meio na resumo): 6sup
  • Direita: 7a
  • Esquerda: 7b
  • Raiozinho ( Raiozinho não né Mario Alberto, Raínho né?): 7b/c
  • Bolinha preta: 7c

Na Abaolada:

  • Normal da Abaolada (usando tudo): 5°
  • Direita: 5°
  • Esquerda: 5sup
  • “S” : 6°
  • “e”: 6°/6°sup
  • P: 6sup/7a
  • Coração: 6sup
  • “? “: 6sup
  • M, D, peixinho e terror: difíceis! (tipo 7b ou c, vou confirmar com o Beto e atualizo)

Na Aracy:

  • Normal da Aracy: 6°
  • Direita: 6sup
  • Esquerda: ?
  • Ouros: 6sup
  • Folhinha verde: 6sup/7a
  • Só os regletes colados ou com soberbo: Nono?

Então pronto cambada! Agora pega aí as que vc acha que consegue estar mandando de boa daqui um mês, anota (MAS É PRA ANOTAR MEEESMO), e começa a malhar, nem que seja de TOP pra conhecer e depois já começa a entrar guiando que o bagulho vai ser massa, vocês vão ver! Lembrando sempre que caixa d’água é TREINO apenas. Nossos objetivos sempre são as vias de escalada e as viagens pra rocha que fazemos aos finde e feriados!

Ok então, é isso aí, nos vemos na CDA!

PS – Ah! E antes que eu me esqueça, esse fim de semana tem a primeira Etapa do Campeonato Caipira em Campinas!! O São Carlos Pression Team estará presente, junte-se a nós!

Lukão de Campinas, tomando uma voada totalmente segura na CDA

Lukão de Campinas, tomando uma voada no Campeonato Caipira Etapa Sanca, ano passado.





Gritar faz você mais forte?

22 05 2013

Toda vez que a Big Up ou a Sender lançam um filme novo é a mesma coisa: Lá está o Chris Sharma berrando enquanto se joga de regletinho para regletinho em alguma via longuíssima e negativa na Espanha. E essa gritaria toda? Ajuda?

Nem foi difícil achar uma imagem dele gritando…

Eu gosto de pensar que sim. Mesmo que seja naquele sétimo grau nosso de cada dia, acho que aquele gritinho no crux dá um up sim. O Karatê e o Kendô estão aí há séculos para nos dar esse back-up. Há quem diga que o grito enrijece os músculos do core, dando mais estabilidade ao movimento. A expiração abrupta causada pelo grito poderia aumentar o alcance do seu move, ao contrário da redução de velocidade esperada quando prendemos a respiração. Além disso, tem a questão psicológica: o grito abafaria aquelas vozinhas na sua cabeça pedindo pra você gritar “Xupingole! Retesa!”.

Kiyaii!!! Kyaiiii!!!!

É claro que o uso indiscriminado dessa “técnica” tem os seus riscos. Você pode se tornar o idiota gritão dos picos de escalada, além de estar desperdiçando a sua energia na hora errada . O Dave Macleod escreveu um artigo interessante sobre isso, (que eu descobri depois de começar escrever esse post), que vale a leitura. Tem também esse artigo, comparando os tipos de gritinhos, desde a Sharapova, até o Sharma e o Ondra.

Mas afinal, usar ou não usar? Acho que vai de cada um. Só pense em uma coisa antes de se decidir: enquanto a sua expectativa é essa:

Tsááááááá!

A sua realidade por ser essa:

Reflita com carinho.





Verdades sobre o Campus Board

13 05 2013

Como os assíduos frequentadores das monitorias na caixa d’água já sabem, depois de um longo e tenebroso inverno o campus board do CUME está de volta! Deu um trabalhão, moçada. Foram meses de trabalho árduo e refinamento, e finalmente temos no CT do São Carlos Pression Team uma senhora ferramenta de treinos.

Beto de vermelho, Gui no meio e Genja ao fundo contemplando o brinquedinho novo...

Beto de vermelho, Gui no meio e Genja ao fundo durante o processo de construção e montagem do campus

O problema é que o campus board é a ferramenta mais mamilos polêmica do mundo da escalada. Tem os que adoram, tem os que odeiam. E tem o Genja que nunca vai poder usar porque nunca conseguiu ficar mais de 6 meses sem uma lesão (1/4 do requisito mínimo para treinar no brinquedo aí). Mas uma coisa é unanimidade: o campus tem um potencial enorme de destruição de dedos, cotovelos e ombros.

Beto no trampo mór de colocar a estrutura em seu devido lugar

Beto e Gui no trampo mór de colocar a estrutura em seu devido lugar

Frente a sérias ameaças de defecação na minha porta (medo!), alguns aspectos chave do treinamento em campus board (CB) precisam ser esclarecidos. Não, esse artigo não é pra mostrar treinos legais de CB. Material sobre isso tem a rodo pela internet (vou colocar alguns links no final do texto). Esse artigo é para apresentar alguns princípios que, se seguidos, vão evitar que você se estropie (ou seria estropeie) na nossa querida dama de ferro.

Talvez esse texto fique um pouco longo. Se você não tiver paciência para ler até o fim, você pode pular diretamente para esse ou esse.

Note que o nome Tendon's Nightmare nào é a toa...

Note que o nome Tendon’s Nightmare nào é a toa…

1- O treinamento em Campus Board não é para iniciantes

O CB foi inventado pelo grande escalador Wolfgang Güllich, que identificou o recrutamento muscular como a principal deficiência na sua escalada e desenvolveu um aparato específico para treinar isso. Nessa época ele já mandava 8c+ FR (11b BR).

Gullich

O cara!

O recrutamento muscular é o elo mais fraco da escalada de alguém do SCPT? Eu duvido muito. Logo, é mais provável que você tenha mais ganhos investindo seu tempo de treino em outras áreas. Mas isso também não quer dizer que o CB não possa ser uma ferramenta interessante.

De qualquer forma, é imprescindível uma fundação mínima de escalada já estabelecida. O treinador Eric Hörst (que escreveu os livros How to Climb 5.12 e o Traning for Climbing) recomenda um mínimo de dois anos de escalada sem histórico de lesões para se iniciar o uso do CB. Além disso, ele cita capacidades mínimas de escalar sétimo grau (brasileiro) em vias, ou mandar V4 em boulder.

Se você não atende esses critérios mínimos, tenha certeza que você tem MUITO mais a ganhar utilizando o seu tempo para escalar. Escale mais vias na CdA, monte boulders no reservatório, dê um rolê no At5. Melhore sua técnica. Conheça o Cusco, Itaqueri, Invernada, Caverninha, o Cipó, São Bento, Siurana, Rodellar, Margalef… Ah, e escale mais a vista.

2- Qualidade Primeiro, Quantidade Depois

O uso seguro do campus board requer uma técnica adequada. Ficar se lançando de qualquer jeito nas agarras é perigoso para os tendões e articulações. Deve-se evitar chegar às agarras com o cotovelo e o ombro completamente esticados, e jamais regletar.

NÃO

NÃO

Interrompa a série antes de efetuar uma repetição com técnica inadequada. É melhor uma seção com poucas repetições e técnica adequada do que uma seção com muitas repetições e técnica ruim. Quando se está treinando no campus o exercício de “escada” (laddering), a descida é importante. Contudo, é também mais difícil manter a técnica na descida. Se não for conseguir descer adequadamente, pule do campus ao chegar no topo (cuidado com a altura!!) e recomece de baixo.

Recomenda-se também treinar no CB no início do seu treino, quando se está descansado (veja bem, eu disse descansado, NÃO FRIO) , a fim de se evitar a deterioração da técnica.

3- Aquecimento/Desaquecimento e Alongamento

Treinar campus no início do seu dia de treino não significa chegar e já pular no Tendon’s Nightmare. É essencial aquecer e alongar antes do treino no campus. Dê algumas voltas no reservatório, suba algumas vias na CdA e alongue bem os membros superiores. Se dar uma volta no reservatório e fazer algumas vias na CdA (caixa d’água) já te deixa muito cansado, então o CB ainda não é pra você. Da mesma maneira, uma rotina de desaquecimento ? (warm-down) é benéfica.

4 – Saiba ouvir o seu corpo

Interrompa o treinamento ao primeiro sinal de dor. Dedos, cotovelos e ombros doloridos não são sinal de que o CB “está funcionando”. É sinal de que você esta forçando demais. Pare o treinamento, retorne de leve na próxima semana.

Fique atento a quedas contínuas no seu rendimento ao longo da sua rotina de treinos. Isso pode ser sinal de overtraining, ou seja, você não está dando tempo suficiente para o seu corpo se recuperar entre as sessões de campus. Continuar essa tendência é caminhar em direção a uma lesão.

Não treine mais de duas vezes por semana no campus, e mantenha um intervalo mínimo de 48h entre as sessões. Da mesma maneira, alterne semanas de treino com CB e semanas de treino sem CB (2 com CB e 2 semanas sem é uma boa medida inicial).

5- Trabalhe os antagonistas

Os movimentos típicos da escalada (e consequentemente do treinamento para escalada) trabalham apenas alguns grupos musculares. Beneficiamos mais os grupos que “puxam” do que os que “empurram”. Isso tende a gerar um desequilíbrio muscular nas articulações (cotovelos, ombros , punhos…) que parece facilitar o desenvolvimento de lesões. Assim, exercitar os músculos antagonistas é uma ótima maneira de prevenir lesões. Algumas indicações de exercícios podem ser encontradas aqui e no link da Steph Davis, no final desse texto.

6- Ajude a conservar o Tendon’s Nightmare

Esperamos que o campus board permaneça na caixa d’água por muito tempo, fortalecendo gerações e mais gerações do SCPT. Ajude a manter esse espaço! Um campus limpo e conservado é sinal de treino de qualidade.

Páginas interessantes sobre CB:

Metolious

Eric Hörst

Steph Davis

Vídeos interessantes sobre CB:

Sean McColl

Sonnie Trotter

Nalle Hukkataival e o 1-5-9

Wolfgang Güllich

Flannery Shay-Nemirow

Bons Treinos!

Parecendo mais um Instrumentto de tortura medieval, a Donzela de ferro promete castigar os tendões da galera!

Parecendo mais um Instrumentto de tortura medieval, a Donzela de ferro promete castigar os tendões da galera!





Aprenda a usar os pés…

8 05 2013
Essa aí é a mina do Joe Kinder e tava morando com ele na espanha. Foi ela que foi com a Daila pras Ilhas canárias fazer o vídeo que esta no blog do Genja.

Essa aí é a mina do Joe Kinder e tava morando com ele na espanha. Foi ela que foi pras Ilhas canárias fazer o vídeo sobre a Daila Ojeda. 

O Joe Kinder é um escalador americando e ficou morando 6 meses em Oliana, na espanha, o epicentro atual da escalada esportiva contemporânea. Provavelmente deve ter precisado de uma grana extra pra umas tapas ou algo do tipo e fez uma pequena série de vídeos com o intuito de melhorar o trabalho de pés de quem assiste. Não é lá tào revolucionário, um pouco porque peca bem na parte prática: “Ah é? Ta vendo essa técnica? Olha como NESSA via eu tive que usar nessa hora…” Não tem isso. Mas é legal e pra quem ta começando é interessante. Note que em um dos vídeos aparece uma sapatilha com a sola toda suja de terra. Isso é o erro de newba  “primordial” número dois, só ficando atrás de quem da seg de sapatilha. Terrível, alerta de TOC em 3…2…

Como Usar regletes com a lateral da sapatilha:

Como usar bem a sola da sapatilha em pequenas superfícies, tirando proveito da aderência da sua sapata-super-aderente

Como usar o calcanhar ou o peito do pé (em portugues usar o peito do pé pode ser chamado de tail, ou ABS)

E agora uma coisa muito útil que um iniciante pode fazer para agradar seu mestre (vulgo dono da corda)! Mas cuidado! Só se ele não tiver aqueles ropebags tipo esse aqui que não requerem que se enrole a corda… Esse tutorial ensina o jeito diferente ao que estamos habituados, porém, é super importante vc saber fazer a “mochilinha” com a própria corda!

E pra finalizar, esta técnica pra vc que ainda não tem as moral de clipar a primera chapa, ou ela está na casa do chapéu… (Chapéu, casa do caralho né Mário Alberto?) Só Não vale ficar mal-acostumado e fazer em todas as vias que vc entrar né?

E é isso, apareçam nas monitorias de segundas, quintas e sextas as 18hrs que esse ano elas estão muito legais, muita gente com curiosidade querendo aprender, treinando e aprendendo junto, então é muito legal: Tanto pra quem ensina saber que tem bastante gente pra ouvir o que temos a ensinar, quanto para quem aprende saber que tem mais gente na mesma situação e que eles podem se motivar mutuamente! Junte-se a eles! (a nós né Mário Alberto?)





E a oficina do CUME?

9 04 2013
Aprendendo a fazer a segurança do escalador em primeiro plano, e ao fundo limpando uma via...

Aprendendo a fazer a segurança do escalador em primeiro plano, e ao fundo limpando uma via…

Foi um suceeeesso! Todo mundo compareceu, praticou e aprendeu horrores tanto com a parte teórica na sexta  a noite quanto com as extensivas partes práticas durante o dia todo sábado e domingo. São Pedro deu trégua e foi possível realizar as atividades naturalmente na Caixa D’água sem maiores imprevistos e somente a oficina de nós foi “transplantada” para o Quiosquinho por uma ameaça de garoa, no final da manhã de sábado. Os inscritos puderam aprender e praticar os mais importantes nós e técnicas utilizadas na escalada esportiva tanto para montar uma base (Parada equalizada), quanto para dar seg para o segundo e limpar uma via no rapel. E tudo isso não só na “estação” no reservatório a poucos metros do Chão sob a tutela do Genja, como também sob a tutela do Guilherme na parada intermediária da Face Normal no meio da caixa d’água, onde, com a influencia da altura, a coisa pega mesmo e ninguém quer errar nem a respiração.

Todos atentos à instrução de como limpar uma via...

Todos atentos à instrução de como limpar uma via…

Todos se comprometeram com o conteúdo ensinado e demonstraram que estavam ali interessados realmente em aprender e fazer as coisas da forma correta. Não saiu ninguém dando seg errado de Grigri ou limpando via em um ponto só. Uma turma de 9 pessoas que mandou muito bem e agora a esperança dos instrutores, que contou com as ajudas providenciais da Tesoureira do CUME Isabella Denzin e do presidente,  Bruno Alberto Severian, é que os “alunos” apliquem o aprendizado na prática e continuem escalando pra sempre com segurança e com o mesmo entusiasmo demonstrado durante a oficina!

Aprendendo na prática na parada intermediária da Caixa D'água sob a tutela do Guilherme

Aprendendo na prática na parada intermediária da Caixa D’água sob a tutela do Guilherme

Lembrando a todos que informação e treinamento nunca são exaustivos e que sempre deverão estar reciclando-se e aprendendo coisas novas tanto sobre equipamentos quanto técnicas. O futuro da escalada são vocês mulecada, a-hu! (E ai de vocês se qualquer um me fizer cagada!)

 

2 dos 4 instrutores: Genja dando um Haduken na "Estação" do reservatório e Guilherme Oliveira acompanhando para ver se ele não fala nada errado

2 dos 4 instrutores: Genja dando um Haduken na “Estação” do reservatório e Guilherme Oliveira acompanhando para ver se ele não fala nada errado





Abertas as Inscrições para a “Enésima” Oficina de Escalada do CUME

19 03 2013
Oficina de escalada Esportiva!

Oficina de escalada Esportiva!

É, eu já nem sei mais qual é, deve ser a sexta ou sétima, e essa tem tudo pra bombar. Com milhares de interessados pelo Facebook, as vagas tiveram que ser limitadas para evitar o frisson e a superpopulação. Ao contrário da Entidade de Ensino dentro da qual estamos sediados, não liberamos cotas para nenhuma raça ou sexo nem religião pois acreditamos que já basta de segregação, uma vez que a escalada é um esporte totalmente democrático, sendo o único critério que realmente pode deixar qualquer um em desvantagem é o fator Mimimi. E para essas pessoas deveriamos fazer um sistema de cotas negativas. Desta forma a maneira de seleção dos candidatos devido à enorme procura será a mais democrática possível: De acordo com a ordem dos pagantes! Então ficando tudo esclarecido, vamos ao que interessa: INSCRIÇÕES.

CLIQUE AQUI E PREENCHA O FORMULÁRIO

Muito bem, agora que você já preencheu o formulário, deve ter visto lá que deve efetuar o pagamento. Caso vc seja um anafabeto virtual e não tenha visto a conta para validação da sua inscrição, segue aqui novamente o passo-a-passo:

Para efetivar e garantir sua inscrição siga os seguintes passos:

1- Preencha o formulário;

2- Efetue o pagamento da taxa de inscrição, de R$99,00, com os seguintes dados:

Banco Santander (033)

Ag. 0024

Conta: 60-001188-6

Isabella Denzin

3- Envie o comprovante de depósito para: bdenzin@gmail.com

4- Pronto! Você já está inscrito!

E Beleza, aí é o seguinte:

O Curso será no mês de abril nos dias 5, 6 e 7 e contará com uma parte teórica de 4 horas e parte prática de 16 horas. O Intuito é capacitar o participante para poder escalar com segurança na Caixa D’água da Ufscar e serão ensinados procedimentos como fazer segurança para quem está escalando tanto guiando quanto em Top-Rope, limpar vias de acordo com a ancoragem no fim da mesma, nós, modalidades e equipamentos e suas finalidades, entre outros assuntos que serão abordados.

Na noite do dia 5 será a parte teórica, a partir das 18:30 numa sala ainda a definir.

No Sábado dia 6 a partir das 9 da manhã na Caixa d’água da Ufscar. Paramos pra almoço e seguimos no período da tarde até umas 18 horas.

No Domingo repetimos a dose. E no final do dia serão entregues os certificados para os que cumprirem a carga horária com o mínimo de competência.

Então é isso! Já fez a sua inscrição? CAMON!

Oficina de Escalada do CUME

Oficina de Escalada do CUME

Limpando a limpar uma via depois de escala-la.

Aprendendo a limpar uma via depois de escala-la.