Gritar faz você mais forte?

22 05 2013

Toda vez que a Big Up ou a Sender lançam um filme novo é a mesma coisa: Lá está o Chris Sharma berrando enquanto se joga de regletinho para regletinho em alguma via longuíssima e negativa na Espanha. E essa gritaria toda? Ajuda?

Nem foi difícil achar uma imagem dele gritando…

Eu gosto de pensar que sim. Mesmo que seja naquele sétimo grau nosso de cada dia, acho que aquele gritinho no crux dá um up sim. O Karatê e o Kendô estão aí há séculos para nos dar esse back-up. Há quem diga que o grito enrijece os músculos do core, dando mais estabilidade ao movimento. A expiração abrupta causada pelo grito poderia aumentar o alcance do seu move, ao contrário da redução de velocidade esperada quando prendemos a respiração. Além disso, tem a questão psicológica: o grito abafaria aquelas vozinhas na sua cabeça pedindo pra você gritar “Xupingole! Retesa!”.

Kiyaii!!! Kyaiiii!!!!

É claro que o uso indiscriminado dessa “técnica” tem os seus riscos. Você pode se tornar o idiota gritão dos picos de escalada, além de estar desperdiçando a sua energia na hora errada . O Dave Macleod escreveu um artigo interessante sobre isso, (que eu descobri depois de começar escrever esse post), que vale a leitura. Tem também esse artigo, comparando os tipos de gritinhos, desde a Sharapova, até o Sharma e o Ondra.

Mas afinal, usar ou não usar? Acho que vai de cada um. Só pense em uma coisa antes de se decidir: enquanto a sua expectativa é essa:

Tsááááááá!

A sua realidade por ser essa:

Reflita com carinho.

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Verdades sobre o Campus Board

13 05 2013

Como os assíduos frequentadores das monitorias na caixa d’água já sabem, depois de um longo e tenebroso inverno o campus board do CUME está de volta! Deu um trabalhão, moçada. Foram meses de trabalho árduo e refinamento, e finalmente temos no CT do São Carlos Pression Team uma senhora ferramenta de treinos.

Beto de vermelho, Gui no meio e Genja ao fundo contemplando o brinquedinho novo...

Beto de vermelho, Gui no meio e Genja ao fundo durante o processo de construção e montagem do campus

O problema é que o campus board é a ferramenta mais mamilos polêmica do mundo da escalada. Tem os que adoram, tem os que odeiam. E tem o Genja que nunca vai poder usar porque nunca conseguiu ficar mais de 6 meses sem uma lesão (1/4 do requisito mínimo para treinar no brinquedo aí). Mas uma coisa é unanimidade: o campus tem um potencial enorme de destruição de dedos, cotovelos e ombros.

Beto no trampo mór de colocar a estrutura em seu devido lugar

Beto e Gui no trampo mór de colocar a estrutura em seu devido lugar

Frente a sérias ameaças de defecação na minha porta (medo!), alguns aspectos chave do treinamento em campus board (CB) precisam ser esclarecidos. Não, esse artigo não é pra mostrar treinos legais de CB. Material sobre isso tem a rodo pela internet (vou colocar alguns links no final do texto). Esse artigo é para apresentar alguns princípios que, se seguidos, vão evitar que você se estropie (ou seria estropeie) na nossa querida dama de ferro.

Talvez esse texto fique um pouco longo. Se você não tiver paciência para ler até o fim, você pode pular diretamente para esse ou esse.

Note que o nome Tendon's Nightmare nào é a toa...

Note que o nome Tendon’s Nightmare nào é a toa…

1- O treinamento em Campus Board não é para iniciantes

O CB foi inventado pelo grande escalador Wolfgang Güllich, que identificou o recrutamento muscular como a principal deficiência na sua escalada e desenvolveu um aparato específico para treinar isso. Nessa época ele já mandava 8c+ FR (11b BR).

Gullich

O cara!

O recrutamento muscular é o elo mais fraco da escalada de alguém do SCPT? Eu duvido muito. Logo, é mais provável que você tenha mais ganhos investindo seu tempo de treino em outras áreas. Mas isso também não quer dizer que o CB não possa ser uma ferramenta interessante.

De qualquer forma, é imprescindível uma fundação mínima de escalada já estabelecida. O treinador Eric Hörst (que escreveu os livros How to Climb 5.12 e o Traning for Climbing) recomenda um mínimo de dois anos de escalada sem histórico de lesões para se iniciar o uso do CB. Além disso, ele cita capacidades mínimas de escalar sétimo grau (brasileiro) em vias, ou mandar V4 em boulder.

Se você não atende esses critérios mínimos, tenha certeza que você tem MUITO mais a ganhar utilizando o seu tempo para escalar. Escale mais vias na CdA, monte boulders no reservatório, dê um rolê no At5. Melhore sua técnica. Conheça o Cusco, Itaqueri, Invernada, Caverninha, o Cipó, São Bento, Siurana, Rodellar, Margalef… Ah, e escale mais a vista.

2- Qualidade Primeiro, Quantidade Depois

O uso seguro do campus board requer uma técnica adequada. Ficar se lançando de qualquer jeito nas agarras é perigoso para os tendões e articulações. Deve-se evitar chegar às agarras com o cotovelo e o ombro completamente esticados, e jamais regletar.

NÃO

NÃO

Interrompa a série antes de efetuar uma repetição com técnica inadequada. É melhor uma seção com poucas repetições e técnica adequada do que uma seção com muitas repetições e técnica ruim. Quando se está treinando no campus o exercício de “escada” (laddering), a descida é importante. Contudo, é também mais difícil manter a técnica na descida. Se não for conseguir descer adequadamente, pule do campus ao chegar no topo (cuidado com a altura!!) e recomece de baixo.

Recomenda-se também treinar no CB no início do seu treino, quando se está descansado (veja bem, eu disse descansado, NÃO FRIO) , a fim de se evitar a deterioração da técnica.

3- Aquecimento/Desaquecimento e Alongamento

Treinar campus no início do seu dia de treino não significa chegar e já pular no Tendon’s Nightmare. É essencial aquecer e alongar antes do treino no campus. Dê algumas voltas no reservatório, suba algumas vias na CdA e alongue bem os membros superiores. Se dar uma volta no reservatório e fazer algumas vias na CdA (caixa d’água) já te deixa muito cansado, então o CB ainda não é pra você. Da mesma maneira, uma rotina de desaquecimento ? (warm-down) é benéfica.

4 – Saiba ouvir o seu corpo

Interrompa o treinamento ao primeiro sinal de dor. Dedos, cotovelos e ombros doloridos não são sinal de que o CB “está funcionando”. É sinal de que você esta forçando demais. Pare o treinamento, retorne de leve na próxima semana.

Fique atento a quedas contínuas no seu rendimento ao longo da sua rotina de treinos. Isso pode ser sinal de overtraining, ou seja, você não está dando tempo suficiente para o seu corpo se recuperar entre as sessões de campus. Continuar essa tendência é caminhar em direção a uma lesão.

Não treine mais de duas vezes por semana no campus, e mantenha um intervalo mínimo de 48h entre as sessões. Da mesma maneira, alterne semanas de treino com CB e semanas de treino sem CB (2 com CB e 2 semanas sem é uma boa medida inicial).

5- Trabalhe os antagonistas

Os movimentos típicos da escalada (e consequentemente do treinamento para escalada) trabalham apenas alguns grupos musculares. Beneficiamos mais os grupos que “puxam” do que os que “empurram”. Isso tende a gerar um desequilíbrio muscular nas articulações (cotovelos, ombros , punhos…) que parece facilitar o desenvolvimento de lesões. Assim, exercitar os músculos antagonistas é uma ótima maneira de prevenir lesões. Algumas indicações de exercícios podem ser encontradas aqui e no link da Steph Davis, no final desse texto.

6- Ajude a conservar o Tendon’s Nightmare

Esperamos que o campus board permaneça na caixa d’água por muito tempo, fortalecendo gerações e mais gerações do SCPT. Ajude a manter esse espaço! Um campus limpo e conservado é sinal de treino de qualidade.

Páginas interessantes sobre CB:

Metolious

Eric Hörst

Steph Davis

Vídeos interessantes sobre CB:

Sean McColl

Sonnie Trotter

Nalle Hukkataival e o 1-5-9

Wolfgang Güllich

Flannery Shay-Nemirow

Bons Treinos!

Parecendo mais um Instrumentto de tortura medieval, a Donzela de ferro promete castigar os tendões da galera!

Parecendo mais um Instrumentto de tortura medieval, a Donzela de ferro promete castigar os tendões da galera!





Carta para um Escalador Iniciante

28 05 2012

Fala galera!

Resolvi traduzir (livremente, e com adaptações à realidade do CUME) um texto que saiu na Urban Climber Magazine a um tempo atrás. Ele traz uma mensagem de boas-vindas aos que estão iniciando no mundo da escalada. O texto original é do Jeff Achey e pode ser encontrado aqui.

Carta para um Escalador Iniciante

Ei, você! Você mesmo, novato! Me pediram pra te dar as boas-vindas ao mundo da escalada. Nós somos uma comunidade, sabe, e a comunidade não ia querer que você saísse por aí sozinho, subindo as coisas sem qualquer orientação.

Mas sério mesmo, seja bem vindo. A escalada não é como o surfe. Você não vai encontrar um escalador zé-ruela te enchendo o saco por que você está no pico dele. A menos que você leve o seu cachorro. Aí é outra história… Você vai ver que somos uma comunidade bem amigável. Tem um monte de picos de escalada por aí. Nós gostamos de pessoas que querem escalar. É sempre bom ter mais gente para dar seg.

Galera na caverninha, em São Carlos

Antes que você continue lendo, esteja avisado: bom conselho é uma coisa rara entre escaladores. Provavelmente é por isso mesmo que nos tornamos escaladores. Afinal, por que escalar? Muitos de nós escalam porque não se encaixaram bem no espetáculo dos esportes coletivos do colegial. Já os psicólogos dizem que escalamos para compensar por outros desajustes pessoais. Muitos escalam porque se sentem… confortáveis… se movendo… beeeeeeem lentamente, e não correndo desvairados que nem aqueles malucos da mountain bike. Alguns até comparam a escalada com o xadrez. Hum, será que isso é um elogio?

Algumas pessoas começam a escalar por que gostaram da reação que isso provoca nas pessoas. Nos pais, por exemplo. Não tem jeito melhor de causar aquele pinguinho de… preocupação, digamos, na minha mãe do que dizer “Hoje eu vou matar umas aulas pra ir escalar.” O meu pai, por outro lado, logo sacou o apelo da atividade. Certamente ele me imaginou no meio do mato em algum lugar por aí, como um James Dean de pés enlameados – um rebelde sem causa.

Você já deve ter notado que a escalada tem um quê de alternativo. Mesmo entrando nos X-Games, a escalada não está no mainstream. Nem é um esporte olímpico ainda (embora venham tentado desde a década de 80). E até o vôlei de praia já é! Quão humilhante é isso? Então já vá esquecendo os delírios de fama e da fortuna. A moral da história é que escalar pode até ser considerado sexy por alguns, mas não é um caminho muito prático para isso. Não é um caminho muito prático para nada, na verdade. Quanto mais você escalar, menos prático você vai se tornar. Repita isso: “A escalada vai me deixar menos prático.” Tudo bem por você? Ótimo. Você vai se encaixar direitinho.

Festival de Boulder no Reservatório

Talvez, como a maioria dos escaladores, você também pense que a praticidade recebe mais crédito do que deveria. Esse é até um bom lema para se seguir, mas ele precisa ser equilibrado com aquele outro que você costuma ouvir da sua avó: “é tudo muito divertido até que alguém se machuque.” Portanto, pergunte! Mesmo que você se sinta mal em admitir sua inexperiência. O pior de tudo é ser um escalador perigoso. De qualquer forma, os seus pés escapando, o jeito com que você vai pulando de agarra em agarra na caixa d’água já te denunciam como um iniciante, mesmo. Empenhe-se humildemente pelo conhecimento e você será recompensado. A sua leitura no banheiro deve incluir não só aquela revista de escalada, mas também manuais de nós e segurança. Aprenda a treinar e não se lesionar. Basicamente, não seja leviano com a escalada.mesmo que outros pareçam fazê-lo. A experiência te ensina, mas ela também tenta te enganar: um longo período sem acidentes pode levar alguns escaladores a desenvolverem hábitos perigosos. Cabe a você entender como as coisas funcionam. Certifique-se que os seus companheiros também entendam. A maioria de nós já sabe: escalada é perigoso e pode até te matar, então demonstre respeito pela rocha.

Tá bom, tá bom, fim do sermão. Vamos agora aos tutoriais práticos. Lembra dos trotes da sua faculdade? É mais ou menos a mesma coisa pra um escalador iniciante tentar achar parceiros. Em uma situação ideal, os escaladores experientes iriam notar a sua carinha de cão pidão e se apresentar como um mentor, altruistamente te ensinando todos os segredos da arte da escalada. Hum… sinto muito, isso não vai acontecer. Não é um dos costumes da comuniadade, aparentemente. É provável que você só tenha a monitoria por um tempo. É um leve trote. É bom pra você.

Além das monitorias, a melhor pedida pra você então é o boulder, no reservatório ou no At5. Você não precisa de um parceiro pra fazer boulder, e é possível que você conheça assim outras pessoas na mesma situação. Se você tiver uma oportunidade de ir escalar com a galera, aproveite-a, mesmo que pra isso você tenha que cabular umas aulas. Não será a última vez que você mata alguns compromissos para escalar. Vá se acostumando.

Oficina de Escalada do CUME

Depois de ter ido pra rocha algumas vezes – agora que você é realmente um novato, e não um mero aspirante – você será apresentado a um dos segredos mais feios  da escalada: a obcessão por números. Como se já não bastassem as faixas coloridas do judô, ou as cinco classes do caiaque, os escaladores dividiram a escalada em rocha em quase 40 níveis de dificuldade, sendo que a escalada em gelo, a escalada em artificial e o boulder tem as suas escalas numéricas próprias. Agora imagine, que numa escala de 1 a 40 você considera que certa via seja um 23. Alguém que você mal conhece vai começar uma discussão infindável com você só por que ele acha que a via é um 22.

É, sinto muito por isso. Mas, ah, tanto faz, faz parte do jogo. Se você conseguir usar os graus da escalada apenas como um jeito de te motivar e melhorar na atividade, sem levá-los muito a sério, meus parabéns! Você conseguiu um feito muito difícil. Se não, vai acabar sendo como todos nós.

A partir daí é fácil. É só uma questão de dominar um mol de técnicas exóticas, desenvolver antebraços dignos do Popeye e superar completamente o instinto humano mais básico que é o medo de altura. Na verdade, tudo isso é opcional. O último é até uma má ideia. Sem aquele friozinho na barriga que é produzido pelo medo de altura, a escalada seria até meio chata. Ou como o xadrez.

Então, boa sorte. Escale forte. E com segurança. Lembre-se do mais importante: respeite a natureza e os outros. Em nome da comunidade, eu só te peço o seguinte: limpe a sapatilha antes de pisar na pedra (ou nas agarras artificiais), não carregue nenhum equipamento que você não saiba utilizar e faça a segurança como se a vida de alguém dependesse disso – SEMPRE. Por fim, pergunte-se sempre o que você espera atingir com a escalada. Não fique esperando uma boa resposta. Só continue se perguntando.





Revistas de escalada

25 04 2012

A revista Urban Climber é focada mais para o escalador Urbano, obviamente... Derrrr

Se você gosta de escalada, se seus olhos brilham mais forte quando vêem aquelas revistas headwall todas amassadas e com as paginas (colando)  caindo de velhas, pois é o único momento em que você pode folhear uma publicação com a temática da escalada (além daquele manual da Petzl de 2004 com equipos que nem se fabricam mais)… Bem, seus problemas não acabaram pois não temos no Brasil nenhuma revista de escalada, e o que mais se aproxima disto é o Jornal Bimensal Mountain voices, que quando você começa a ficar empolgado com a leitura, acabou. Mas você pode baixar de grátis as revistas Climbing e Urban Climber em pdf e devorá-las.

http://magazinesdownload.com/?tag=/climbing

Agora, se você quer mesmo ter o gostinho de folhear as revistas de cabo a rabo, você pode fazer a assinatura de uma delas. A Climbing por exemplo tem vezes que a promoção de assinatura gira em torno dos 50 dolares (na média, 64dólares), por 9 edições entregues na sua casa. Saindo em média menos de R$10 por revista, é uma pechincha, tendo em vista todo o lixo que encontramos nas bancas por aí, sem entrar no mérito da questão do preço abusivo de uma super interessante quase beirando os R$15,00) Bem, poderiamos ficar discutindo o fator politico-alienante que essas publicações possuem, (pense na revista veja, a maior revista unilateral e manipuladora da face da terra). Enfim, bons downloads!!

AH! Se você não gosta de inglês (vá aprender!) a revista espanhola Escalar, que acho que são 10 edições, está saindo por 80 euros (+- R$200), e é boa também! =D

Para los amantes de la mejor caliza del mundo!





E a oficina, como foi?

17 04 2012

Oficina de Craimbe do CUME - Participantes motivados e empenhados!

Seria um clichê começar dizendo que foi um sucesso, blá blá blá… Claro, tudo que a galera posta é um sucesso né? Bom, o politicamente incorreto que vos bloga poderia dizer que foi um fiasco… Mas também seria meramente uma frase polêmica. Para nossa alegria, o curso foi bom, pois a galera que participou se dedicou DE VERDADE o que é muito recompensador para quem está ministrando o curso a oficina. O Jacaré (o homem da cobra), o Camarguinho, a Hibari e a Ana nos mataram de orgulho, tendo demonstrado grande preocupação com a segurança e os procedimentos. O camarguinho “flipou” na costurada “Adam ondra” e com as multiplicidades dos nós meia volta e volta do fiel, o Jacaré não se conformava com apenas 5 verificações antes de iniciar o rapel e fazia com que fossem 10, e a Ana e a Hiba que não soltavam a corda da seg por nada.. Muy bien!! Os 4 com um pouco mais de prática que não foi possível realizar na CDA no domingo a tarde por conta da chuva, estarão realizando os procedimentos com muito mais confiança. Fiquem com algumas Fotenhas:

Oficina de Nozes

Rapel Auto-segurado (Não é um curso de rapel, é uma Oficina de escalada, caso vc esteja procurando por rapel - Busque por rapel tático na ponte no google)

Caramba! Mano, que da hora essa clipada com o dedão no gatilho!!

Isso aí, todo mundo treinando a clipada pra não costurar errado na hora!

Entendi!!

Hiba Eshperta na seg!

Júlia deixando o menino de castigo... que mancada... (é pra ver se ele para de falar um pouco!)

Agora pega aquela contra na esquerda! NÃO!! A OOOOOUTRA esquerda!